Mostrando postagens com marcador Estudos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudos. Mostrar todas as postagens

A Clareza das Escrituras


Quem pode compreender a Bíblia corretamente (só os estudiosos)?
__________________________________
EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA


“Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” (Dt. 6:6-7 - ARC).
Por “Clareza das Escrituras” entende-se que os ensinamentos bíblicos podem ser compreendidos por todos os que lerem buscando auxílio de Deus e dispondo-se a acatá-los.
De modo geral, quando alguém começa a ler a Bíblia seriamente percebe que algumas partes podem ser facilmente entendidas, enquanto outras parecem enigmáticas. No entanto, é um erro pensar que as Escrituras em sua totalidade são difíceis de compreender (II Pd. 3:8-18).
A clareza das Escrituras se dá, não quando somos tidos por intelectuais, mas quando temos prazer na ‘Lei do Senhor’ (Sl. 1:1-3; Sl. 19:7; Sl. 119:30).
“A Palavra de Deus pode estar na mente sem estar no coração; mas não pode estar no coração sem estar primeiro na mente” (R. C. Sproul).
Realmente, pode-se afirmar que a capacidade de compreender corretamente as Escrituras é mais moral e espiritual do que intelectual (II Co. 4:1-5; Hb. 5:11-14; Tg. 1:5-6).
Por fim, concluímos que diante da clareza das Escrituras não é somente os estudiosos e “biblistas” que podem compreender corretamente seus ensinamentos, mas, todos os que lerem buscando auxílio de Deus e dispondo-se a acatá-los. Entretanto, o ensino, bem como a transmissão do conteúdo bíblico deve ser desempenhado por aqueles dotados de conhecimento especializado, isto é, os mestres.
“... uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores (mestres)” (Ef. 4:11).

Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém!

Oração

Texto Base: 1 Reis 18: 42b-45


A oração é uma comunicação multifacetada entre o crente e o Senhor. Essa atividade é descrita como invocar á Deus (Sal. 17:6), clamar ao Senhor (Sal. 3:4), buscar ao Senhor (Isaías. 55:6) e chegar perto de Deus (Heb. 10:22).

A Bíblia apresenta motivos claros para o povo de Deus orar. Deus deseja a comunhão conosco; mediante a oração mantemos o nosso relacionamento com Ele. Deus ordena que o crente ore. O mandamento para orarmos vem do Antigo testamento através dos salmistas e dos profetas. Já no Novo Testamento esse mandamento vem através dos Apóstolos e do próprio Senhor Jesus (Mat. 26:41; João 16:24).

A oração é o “elo” que carecemos para recebermos as bênçãos de Deus, o seu poder e o cumprimento das suas promessas. Jesus prometeu aos seus seguidores que receberiam o Espírito Santo, se perseverassem em pedir, buscar e bater a porta do seu Pai celestial, por isso, depois da ascensão de Jesus, seus seguidores reunidos permaneceram em constante oração no Cenáculo até o Espírito Santo ser derramado com poder no dia de Pentecostes em cumprimento à profecia de Joel (Atos. 1:8-14).

Nossas orações devem ser feitas em harmonia com a pessoa e caráter de nosso Senhor, além disso, a oração deve ser feita em nome de Jesus (João 14:13-14).

A oração só poderá ter eficácia se feita segundo a perfeita vontade de Deus (1 Jo. 5:14-15).

• Princípios e Métodos Bíblicos da oração:

Quais são os princípios da oração eficaz? 

Para orarmos com eficácia devemos adorar e louvar a Deus com sinceridade. De igual importância vem a ação de graças e a oração de coração pelos outros, especialmente a oração intercessória. (Luc. 23:34a [melhor modelo de  intercessão]).

Como devemos orar? 

Jesus acentua a sinceridade do nosso coração, pois não somos atendidos simplesmente pelo nosso falar de modo vazio. Podemos orar em silêncio ou em alta voz. Podemos orar com nossas próprias palavras ou usando palavras diretas das Escrituras. Podemos orar com nossa mente ou até mesmo através de gemidos, isto é, sem usar qualquer palavra humana, sabendo que o Espírito levará á Deus esses pedidos inaudíveis.
Ainda outro método de orar é cantar ao Senhor.

Por fim, a oração será, às vezes, acompanhada de jejum (Daniel. 9:3-6).

O Jejum

Texto Base: Mateus 4:2


A prática e a importância do jejum na historia judaico-cristã sempre foi perfeitamente óbvia. Por toda Sagrada Escritura podemos encontrar textos que denotam a necessidade de fazê-lo.
O jejum tem sido usado como meio de expressão de arrependimento, bem como meio de buscar o favor e o perdão da parte de Deus (Joel 1:14; 2:12-17).

Nos dias do Patriarca Moisés, os judeus tinham somente um dia de jejum absoluto, a saber, no “Dia da Expiação”, entretanto o judaísmo posterior com sua tradição ritualista contava com muitos outros dias, tornando-se parte do legalismo e mera ostentação (Lc. 18:9-14).

 Conforme o livro histórico “Atos dos Apóstolos” observamos que o jejum se aplicava como meio de buscar a orientação divina (Atos 13:1-3).

Algumas passagens bíblicas revelam que além de Jesus praticar o jejum, também deixou subentendido que os seus discípulos haveriam de jejuar quando ele se ausentasse deles (Mc. 2:18-20).

Por fim, podemos dizer que o jejum é um exercício piedoso e de adoração a Deus. É a maior expressão de humilhação em que demonstramos nossa sinceridade na busca pela orientação divina.
                                                             
Textos para Meditação: 1 Sm. 31:13;                                                                                         Sl. 69:10; Zc. 8:19; Lc. 2:37; 2 Co. 11:27.

“O jejum é a maior expressão de humilhação e autoflagelação diante de Deus e deve ocorrer naturalmente sendo de caráter pessoal e voluntario”. 
(Jeferson Oliveira)

Escatologia


Texto Base: Mc. 13; Lc. 21; Mt. 24


Os termos gregos por detrás da palavra “escatologia” são: “éschatos”, que significa “último” e “logos”, que entendemos por “estudo”. Portanto, escatologia é a doutrina que diz respeito as “últimas coisas”, isto é, ao fim do mundo presente e ao mundo vindouro.

 Mediante a “Palavra de Deus” podemos dizer que são perceptíveis os sinais (indícios; vestígios; traços) da volta de Cristo. Estamos vivendo os últimos dias da igreja aqui na terra, pois a vinda iminente de Jesus se aproxima cada vez mais. Estamos vivendo o “principio das dores”, as dores de parto (Mt. 24:1-14).

A doutrina da segunda vinda do Senhor Jesus e o arrebatamento nunca devem ser esquecidos, pelo contrario deve ser proclamada e ensinada, Jesus voltará; Maranata!

Com base na Bíblia, acreditamos na corrente de interpretação “Pré-Tribulacionista” (que implicará no sistema de interpretação “Futurista”, isto é, Jesus vem antes da “Grande Tribulação” de sete anos que irá acontecer na terra. Afirmamos que Jesus virá pela segunda vez, porém em duas fases distintas (1 Ts. 4:15-18; Mt. 24: 36-44).

Na primeira, denominada “encontro” ele virá para a igreja, já na segunda fase, conhecida como “revelação” ele virá com a igreja no final da “Grande Tribulação” para livrar Israel da “Batalha do Armagedom” (Ap. 19:11-21).

Devemos ter convicção que Jesus voltará? (João 14:1-3)

Quando Jesus voltará? (Mt. 24:14)

Não sabemos nem o dia e nem a hora em que Jesus voltará, porquanto o Apóstolo Paulo diz que ele virá como um ladrão. Isso sucederá num abrir e fechar de olhos (1 Ts. 5:1-2; 1 Co. 15:51-58)

Quais pessoas farão parte do arrebatamento? (1) Os Santos (Hb. 12:14); (2) Os Fiéis (Mt.24:13); (3) Os que amam a vinda do Senhor (2 Tm. 4:8); (4) Os que ouvem a sua palavra (Jo. 5:24)
Porque não passaremos pela Grande Tribulação? (Lc. 21:36; 1 Ts. 1:10; Ap. 3:10)

O momento mais sublime e glorioso da igreja virá com o acontecimento das “Bodas do Cordeiro”, pois agora a igreja não será mais noiva, mas se tornará “esposa”. Esta cerimônia se dará ao mesmo tempo da Grande Tribulação. Bodas significa o casamento do noivo Jesus Cristo com a noiva igreja, este será um grande dia de felicidade, pois estaremos para sempre com o Senhor (Ap. 19:1-9).


Finalmente, a “Morada Eterna” se dará no novo céu e na nova terra, quando tornar-se-ão como eram no princípio – sem pecado e sem mal. Os salvos de todos os tempos de todas as épocas pisarão nas ruas de “ouro e cristal” para a grande festa de AMOR universal (Ap. 21:1-27; 22: 12-21)



Reflexão: Mt. 21 e Jo. 15


"Jamais devemos perder de vista a esperança pelo retorno de Jesus, sequer devemos viver como se a presente dispensação fosse nosso lar, pois a razão da nossa existência não é material, isto é limitada, mas eternal". (Diác. Jeferson Oliveira)

Vaidade

Texto Base: Romanos 8:18-21 



Nas páginas da Bíblia Sagrada, a palavra vaidade traz a idéia de “coisa vazia”; “prática em vão” e de “inutilidade”. Os termos que se referem a esses significados podem ser tanto o hebraico hebel, quanto o termo grego mataiótes.
No Antigo Testamento, a palavra hebel é usada mais de trinta vezes somente no livro poético de Eclesiastes, o que é típico da mensagem desse livro. O ponto de vista pode parecer negativo, mas isto somente do ângulo desta vida, cuja característica é a vaidade (Ec. 12:13-14).

Na nossa vida terrena há muita coisa que parece ter sentido, mas que, após análise mais detida, mostra ser falso e inútil. Uma dessas inutilidades é a adoração idólatra, que por várias vezes os ídolos são chamados “vaidades” (Dt. 32:17-21).

A adoração a ídolos tornou-se sinônimo de vaidade, pois o povo israelita estava buscando ajuda em vão. A busca de ídolos não podiam satisfazer as necessidades de Israel pelo simples fato de não existirem (2 Rs. 17:12-15). 

A palavra vaidade  é também empregada pelo apóstolo Paulo para expor a forma de pensar e o estilo de vida dos gentios que não agradam a Deus (Ef. 4:17). 

No Novo Testamento a vaidade também pode denotar as palavras impressionantes, mas vazias, de falsos mestres que muito falam, mas não possuem conteúdo nenhum, pois são mentirosos e desonestos (2 Pd. 2:17-19). 

Em suma, podemos concluir que "vaidade" na Bíblia refere-se á algo vazio, sem sentido, àquilo que é transitório; efêmero. É "correr atrás do vento"; é colocar esperança naquilo que é vão; é seguir a procura do perecível e deteriorável.





A atuação do Espírito Santo no N.T.

Texto Base: Isaías 11:1-2              

O termo grego para designar “Espírito” no Novo Testamento é Pneuma que, pode ser traduzido como “vento” ou “sopro”.
Podemos definir a obra do Espírito santo como uma manifestação da presença ativa de Deus no mundo e em especial na Igreja. Essa definição indica que o Espírito Santo é o membro da Trindade, isto é, a terceira pessoa do ser Trino e Uno, ou seja, Triuno, que as Escrituras com mais freqüência representam como aquele que está presente para fazer a obra de Deus (Jo. 14:16-17).  

• Há alguns aspectos específicos da obra do Espírito Santo para fornecer evidencias (provas) da presença de Deus e outorgar suas bênçãos:

(1) O Espírito Santo dá vida. É papel do Espírito Santo dar-nos vida nova na regeneração, isto é, no nascimento espiritual (Jo. 3:5-7; 6:63).

(2) O Espírito Santo dá poder. A obra capacitadora do Espírito Santo no N.T. é visto de modo pleno na unção e capacitação de Jesus como o Messias. O Espírito Santo desceu sobre Jesus por ocasião do seu batismo. (Lc. 3:21-22).

(3) O Espírito Santo guia e dirige (orienta). Há muitos exemplos de direção direta do Espírito Santo. Provavelmente, uma das mais excelentes passagens do N.T., foi quando o Espírito Santo guiou Jesus ao deserto para o seu período de tentação. Ele foi para a tentação do deserto “cheio do Espírito Santo” (Mt. 4:1-2; Lc. 4:1-2).   

(4) O Espírito Santo santifica. Uma vez que esse membro da trindade é chamado Espírito Santo, não surpreende que uma de suas principais capacidades seja purificar-nos do pecado e “santificar-nos” (1 Co. 6:9-11).


Deus Abençoe e Até o Próximo Estudo!

Promessas sobre o Messias Vindouro

Texto Base: Hebreus 1:1-2 

É de suma importância a compreensão de uma das bases do Novo Testamento sobre Jesus cristo (“O Messias”), o qual é o cumprimento das promessas existentes no Antigo Testamento.
No evangelho segundo Mateus, o escritor relata uma fala de Jesus (no cap. 5) em que o mestre diz: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim anular, mas cumprir”. Tendo como apoio as três principais divisões do A.T., isto é, a lei de Moisés, os Profetas e os Salmos, ou seja, a Bíblia Hebraica (Torá/Neviim/Ketuvim), Jesus demonstrou aos seus discípulos – após a ressurreição, que Deus predissera, há muito tempo, tudo quanto lhe havia sucedido (Lc. 24:44-46).


• Há inúmeras passagens no A.T. prenunciando (ou prometendo) a vinda de Cristo em um período chamado “período da Graça”, (isto é, o N.T). Alguns bons exemplos são:

(1) O Evangelista Mateus cita o livro do profeta Isaías para comprovar que o A.T. profetizava o nascimento virginal de Cristo (Is. 7:14 – Mt. :21-23).


(2) Mateus também cita o livro do profeta Miquéias para comprovar que Jesus nasceria em Belém (Mq. 5:2 – Mt. 2: 4-6).

(3) O Evangelista Marcos evidencia aos seus leitores que João Batista havia sido o precursor de Cristo prometido pelo profeta Isaías (Is. 40:3 – Mc. 1:2-3).



• Muitos outros fatos do Antigo Testamento constituem algumas formas de Deus lidar com seu povo, tendo seu real cumprimento em Cristo Jesus:

 (1) Abraão teve de esperar por volta de 25 anos até Deus sarar o ventre de Sara e lhes dar Isaque e ele nada poderia fazer para apressar o nascimento do filho prometido. Fato idêntico cumpriu-se no N.T., quando Deus enviou seu próprio filho como salvador do mundo ao chegar à plenitude dos tempos, e o ser humano nada pôde fazer para apressar o nascimento do filho prometido por Deus (Gl. 4:4ss).

(2) Quando do Naamã, o Siro, buscou a cura de sua lepra, recorrendo ao Deus de Israel, recebeu a ordem de lavar-se sete vezes no Rio Jordão, o que provocou ira nele, entretanto ele seguiu a ordem, humilhou-se e submeteu-se ao banho no Jordão para ser curado. Este fato nos dá a entender que, para recebermos a salvação, precisamos renunciar ao orgulho, humilharmos diante de Deus e receber a purificação, a qual não provém do rio Jordão e nem de algum outro rio, mas do sangue de Cristo Jesus (1 Pd. 5:6).

Reflexão: Gn. 3:15; Êx. 12:1-14; Nm. 21-4-9; Sl. 16:8-11; Sl. 22:18; Is. 53; Is. 53:7; Jr. 31:15; Zc. 9:9 (…).

Milagre


Texto Base: Marcos 16:17-18


Milagre é simplesmente um modo menos comum da atividade divina no mundo, pela qual Deus desperta a admiração e o espanto das pessoas dando testemunho de si mesmo (Êx. 15:11).

Os sinais miraculosos que Deus operou pela mão de Moisés e de Arão, por intermédio das pragas, que de longe superam os falsos milagres realizados pela corte do faraó mostram que o povo de Israel é quem adorava o Deus único e verdadeiro (Êx. 7:10-12).

No antigo Testamento, os milagres pareciam ocorrer vinculados a um líder, como Moisés, Elias, Eliseu. Entretanto no Novo Testamento a autoridade de operar milagres não ficou restrita ao próprio Jesus, mas tal autoridade foi delegada aos doze discípulos, depois aos setenta discípulos e por fim a toda Igreja. Isso indica que a ocorrência de milagres é uma característica também da Igreja atual e pode servir como sinal da ação dinâmica do Espírito Santo, que iniciou no Pentecostes.  
Um dos propósitos dos milagres é certamente autenticar a mensagem do evangelho, pois eles evidenciam que Deus está verdadeiramente em ação e, portanto favorecem a propagação do evangelho (Jo. 4:29).
Por fim, o propósito essencial dos milagres é dar glória a Deus (Mt. 9:1-8; Jo.9:1-3).

“O método científico á luz da razão humana é o teste, a pesquisa e a inquirição, mas os milagres não podem ser testados, uma vez que o limite da razão é o inicio da fé (Soren Kierkgaard)

Pentecostes

Graça e Paz a todos os Leitores...

De antemão quero agradecer a todos pela colaboração em visitar nossa página, bem como as novas postagens.
Apesar da variação de datas, vocês sabiam que hoje (8/6) é um dia de júbilo? Nesta data comemoramos o aniversário do Pentecoste Cristão!
Vamos caminhar juntos nesse estudo para adquirirmos melhor compreensão sobre esse acontecimento que deu início a proclamação das boas-novas a respeito do Cristo.
Devemos ter a percepção que o sentido do Pentecoste Judaico é diferente do Pentecoste Cristão, apesar do segundo ser a figura do primeiro.
O Pentecoste Cristão é a celebração do derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos do Cristo (120) que no Cenáculo perseveravam unanimemente em oração e súplicas pela promessa de Jesus.


Páscoa (20/Abril)   ____________ 50 dias ____________   Pentecoste (08/Junho)



Texto Base: Lev. 23:15-21


O termo Pentecoste (ou Penteekostos) é de origem grega, referindo-se a cinqüenta dias. Pentecoste é uma festa da religião hebraica e por extensão judaica que ainda hoje ocorre exatamente cinqüenta dias após a festa da Páscoa (Deut. 16:9-12).

Nos escritos bíblicos mais antigos, essa celebração era denominada “Festa da colheita”, e em seguida veio a ser conhecida como “Festa das semanas”, tendo associação com a data que foi revelada a lei a Moisés no Monte Sinai conforme a literatura judaica (Talmude).


Assim como está registrado no livro de Atos, a celebração do Pentecoste veio a tornar-se um “feriado cristão” que comemora a descida do Espírito Santo vinculado a outorga da lei do Espírito, passando a ter um sentido tipicamente cristão (Atos 2:1-4).

Uma vez compreendido o Pentecoste na antiga aliança, a comemoração do Pentecoste cristão agora na nova aliança trata-se da descida do Espírito santo sobre a igreja em cumprimento a promessa veterotestamentaria, bem como a de Cristo (Joel 2:28-29; João 14:16-17).


Leitura Reflexiva: 2 Tess. 2:1-8

“Se esperamos que o Espírito Santo se derrame do alto sobre nós, então estejamos todos em comunhão no Cenáculo” (J. Oliveira)

Lealdade

Texto Base: Tito 2:10

A palavra “lealdade” é originária da palavra latina “legale” e exprime a observância rigorosa dos deveres morais
Ser leal é ser fiel, é confiar e ser digno de confiança; é oferecer e receber verdadeira lealdade e devoção, pois a lealdade consiste em devotamento.

Lealdade é um exercício espiritual; é o indivíduo ter retidão no relacionamento com Cristo, uma vez que Cristo é o Senhor supremo dos cristãos (Mat. 10:16-25).
A verdadeira lealdade alicerça-se sobre a transformação espiritual regulada pela lei do amor, que é a prova da espiritualidade (1 João 4:7).
A lealdade é atribuída como uma virtude humana fundamental. Envolve obrigações ao que é considerado como superior na organização ou no credo (profissão de fé). Aquele que é leal também serve aos outros, pois se trata de uma virtude coletiva.
O que mais nos chama atenção na vida de Jesus são os seus milagres, mas poucos percebem a lealdade de Jesus para com o Pai. O melhor professor de lealdade foi Jesus. Ele foi leal ao Pai e a visão do Pai. Ele nunca se desviou de sua linha de conduta, mas tudo o que Ele fez foi o que viu e ouviu de Deus (Jo.5.19).


Finalmente, podemos concluir que a lealdade é uma das principais qualificações de um cristão, visto que, o que qualifica uma pessoa e a torna apta a exercer qualquer atividade em sua vida espiritual ou material, não são os dons que a pessoa possui, mas a sua lealdade nos seus relacionamentos (1 Cor. 4:2).

Páscoa

 
Texto Base: Êxodo 12:21

A palavra “Páscoa” é usada para designar a festa dos judeus que, no hebraico é chamado “pessach”, que significa “soltar por cima” ou “passar por sobre”, referindo-se ao anjo destruidor que passou por cima das casas dos israelitas que haviam aspergido o sangue do “cordeiro pascal” nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa.
Na terra de Canaã a festa veio a ser unida a festa agrícola dos “Pães asmos”, que por sua vez continua sendo celebrada por sete dias, desde o décimo quarto dia do primeiro mês (Abibe/Nisã) do calendário judaico, equivalente aos meses de Março/Abril do nosso calendário gregoriano como memorial da libertação dos hebreus da servidão do Egito (Lev. 23:4-8).

A Páscoa também incluía outra festa agrícola, a “Festa das primícias”, oferecidas ao templo, em Jerusalém, em tempos posteriores. Posto que essa festa estava unida à Páscoa, conclui-se que era uma das três grandes festividades requeridas a todos os hebreus do sexo masculino, que deveriam reunir-se em Jerusalém (Lev. 23:10).
Após a construção do templo, pelo rei Salomão (filho de Davi), Deus ordenou que a celebração da Páscoa e o sacrifício do cordeiro fossem realizados em Jerusalém (2 Reis 23: 21-23). Nos tempos do Novo Testamento, os judeus observavam a Páscoa da mesma maneira, visto que, quando José e Maria levaram Jesus para a celebração da Páscoa, aos doze anos de idade, as Escrituras registram um incidente na vida do menino (Luc. 2:41-50).
O princípio do evento da Páscoa era a graça salvadora de Deus. Deus tirou os israelitas do Egito, não porque eles eram um povo merecedor, mas porque Ele os amou. Semelhantemente a salvação que recebemos de Cristo nos vem através da maravilhosa graça de Deus (Efe. 2:8-10).
O Cordeiro pascal era um “sacrifício” a servir de substituto do primogênito; isto prenunciava a morte de Cristo em substituição à morte do crente. Cristo morreu exatamente no período da Páscoa, e esse sempre foi considerado um evento capital para os primeiros cristãos, e daí por diante, durante todo o cristianismo Jesus é chamado de nosso “Cordeiro pascal” (1 Cor. 5:7).

A “Última Ceia” é exposta nos evangelhos como uma refeição pascal. O ensino paulino sobre a última ceia faz com que a mesma seja um memorial tanto da morte libertadora de Cristo quanto da expiação. Ambos os elementos faziam parte da Páscoa do AntigoTestamento. A Ceia do Senhor é um memorial (anámnesis) que deve ser mantido vivo, até que o Senhor retorne (1 Cor. 11:23-26).
Em suma, é evidente dizer que Jesus reinterpretou a Páscoa em consonância com suas próprias experiências. A Páscoa deve ser encarada pela igreja cristã com maior significação na pessoa de Cristo, conservando a ideia de ação de graças, pelas provisões recebidas e a lição de obediência redundante na libertação dos nossos pecados.


Intercessão

Texto Base: Hebreus 7:25




A intercessão pode ser definida como uma oração contrita e reverente, com fé e perseverança, mediante a qual o crente suplica a Deus em favor de outra pessoa que extremamente necessita da intervenção divina.
No Novo Testamento a palavra correspondente é o termo grego “entugchano”, que por sua vez há quatro significados: “voltar-se para”, “aproximar-se de”, “fazer petição” e “apelar”. O individuo aproxima-se do poder divino a fim de fazer suas petições (1 Tm. 2:1,5).


Jesus quando estava doutrinando seus discípulos no chamado “Sermão do Monte”, ele enfatizou a necessidade de intercedermos até mesmo pelos nossos inimigos (Mt. 5:44).
A intercessão é um ato resultante da pratica do amor, que está no âmago dos ensinamentos de Cristo. Algumas vezes precisamos da intervenção divina direta em nosso favor. Sempre precisamos do divino auxílio no tocante as nossas necessidades, sejam elas físicas ou espirituais, a fim de que também possamos cumprir a missão de cada um de nós (Hb. 9:24).


Visto que não podemos nos aproximar de Deus por nós mesmos, foi necessário que um mediador se interpusesse para nosso auxílio para assegurar o nosso acesso a Deus, para que pudéssemos vir com confiança ao trono da graça. E, porque ofendemos a Deus todos os dias, necessitamos de um advogado para interceder por nós ininterruptamente (1 João 2:1).
Muitas passagens bíblicas referem-se ao Cristo exaltado aos Céus que intercede em favor de seus irmãos. O Espírito de Deus nos foi dado mediante a intercessão de Cristo e é por meio dele que somos conduzidos a toda verdade (João 14:16-17).

No tocante a intercessão do Espírito Santo, o apóstolo Paulo indica um ministério bastante geral, que deve incluir todo tipo de petição. Supomos que o Espírito de Deus traduz as nossas orações, tornando-as mais eficazes e espirituais. O Espírito Santo intercede por nós em consonância com a vontade de Deus, e profere coisas que estão além da nossa capacidade de entendimento (Rm. 8:26).
Em suma, a intercessão deve ser uma das prioridades da vida cristã, ao passo que ao deixar de fazê-la, deixamos de exercer nosso sacerdócio. A intercessão é uma forma de levarmos as cargas uns dos outros, cumprindo assim, a exortação de Paulo aos gálatas (Gal. 6:2). Oremos como Jeremias (Jer. 10:23-25; Lam. 5:19-22). Aos pés de Cristo, choremos lágrimas compassivas e misericordiosas. Choremos pelos que sofrem. Supliquemos pelos que perecem. Assim fazendo, além de aprimorar uma vida de comunhão com Deus, o cristão estará cumprindo o mandato divino de “amar ao próximo como a si mesmo”.


Tatuagem

Texto Base: Levítico 19:28    

Tatuagem é uma palavra portuguesa originaria do termo taitiano “Tatau”, que tem por significado “marca” ou “sinal”. A Tatuagem é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Trata-se de uma imagem permanente, feita na pele humana que, tecnicamente, é uma aplicação subcutânea, isto é, abaixo da pele, obtida através de substâncias coloridas por agulhas.


Embora, provavelmente, não haja nenhuma alusão direta à técnica da tatuagem nas paginas da Bíblia, essa tem sido considerada uma interpretação possível em alguns conjuntos de textos bíblicos (Dt. 14:1-2).

No período veterotestamentário, as marcas no corpo faziam parte da vinculação da pessoa á crença nos deuses e na pratica dos seus rituais pagãos, e os simbolizavam. Porém, as Escrituras Sagradas dá-nos á entender que não é recomendável que um cristão marque seu corpo para o resto de sua vida, pois seu corpo é “templo” do Espírito Santo, ou seja, é moradia pessoal do Espírito Santo (1 Cor. 6:19-20).



A Tatuagem é uma marca que a pessoa faz em seu corpo para transmitir uma mensagem sem palavras. Ao se tatuar a pessoa estabelece uma relação de apreço, admiração, apologia e consagração ao símbolo marcado na sua pele, adequando assim ao sistema egoísta e contemporâneo que está sob o domínio de satanás (Rm. 12:1-2).


Ser Cristão implica em renunciar o “eu” – a própria vontade. Aquele que segue á Cristo deve abandonar o que é temporário e momentâneo, visto que a vida cristã implica em não amar o mundo, nem o que nele há tampouco conformar-se com sua filosofia (Fp. 4:8; Lc. 9:23; 1 João 2:15-17).


Todavia, qualquer situação retratada nas Escrituras que possa ser interpretada como indício da pratica das tatuagens são meramente suposições, entretanto, como Cristãos devemos buscar nos identificar com Jesus e seguir o seu exemplo, não os modismos do mundo, uma vez que esses não convêm, tampouco edificam. (1 Cor. 6:12; 10:23)                                                





Aproveite o Estudo e Até a Próxima Postagem!

Dízimo


Texto Base: Levítico 27:30-33


No período da lei, os israelitas tinham a obrigação de entregar a décima parte dos animais, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Nm. 18:21-26).
O dízimo era usado primeiramente para cobrir as despesas do culto e o sustento dos Sacerdotes, uma vez que Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos recursos que Ele lhes dera na “terra prometida” (Dt. 14:22-29).
No âmago do dízimo, subentende-se a idéia de que Deus é o dono de tudo – conforme diz o salmista (Sl. 24:1); que os seres humanos foram criados por Ele, e a Ele devem o fôlego de vida, sendo assim, ninguém possui nada que não haja recebido originalmente do Senhor (Jó 1:21; Jo. 3:27; 1 Co. 4:7).
Nas leis sobre o dízimo, Deus estava simplesmente ordenandoque os seus Lhe devolvessem parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.

Houve ocasiões na história do antigo testamento em que o povo de Deus reteve egoisticamente o dinheiro, não devolvendo os dízimos ao Senhor. Por causa disto, muitos israelitas estavam sofrendo infelicidades financeiras. Posto isso, Deus castigou seu povo por se recusar a trazer-lhe a décima parte à “Casa do Tesouro” (Ml. 3:9-12).
Devemos lembrar-nos que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso, é algo que nos confiou aos cuidados, visto que não temos nenhum domínio sobre nossas posses.
No tocante a administração do nosso dinheiro, devemos de todo coração, servir a Deus, não ao dinheiro (Mt. 6:19-24).
Observa-se que no período neotestamentário não se fala em dízimo propriamente dito, porém implícito e indiretamente, uma vez que nossas contribuições devem ser proporcionais àquilo que Deus nos tem dado, ou seja, de acordo com nossa renda (1 Co. 16:2).
Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas. Não devemos hesitar em contribuir de modo sacrificial, pois para Deus, o sacrifício envolvido é muito mais importante do que o valor monetário da dádiva (Lc. 21: 1-4).


Não podemos nos olvidar que a justiça divina é pra todos!!!

“Se de alguma maneira vivemos como na “dispensação legalista” estamos resignados a ordenações, mandados e regras obrigatórias; contudo, se vivemos na “dispensação da graça” somos altruístas, voluntarios, agimos com espontaneidade e acima de tudo compreendemos o amor cristocêntrico, que é mais exigente que a própria lei” (J. Oliveira)

• Textos refexivos: Mt. 19:21; 1 Tm. 6:19; 2 Co. 9:6

O Amor

Texto Base: 1 Coríntios 13:1-3


O amor é um atributo de Deus, mas permeia a todas as coisas, de tal modo que é legítima a declaração que “Deus é amor”. O amor é a força dinâmica de toda a criação, bem como a origem de toda autêntica bondade, porquanto a lei inteira se alicerça no amor (Mt. 22:34-40).




O amor é de Deus. Deus é a única fonte de todo amor. Não pode haver nenhum amor fora de Deus. Isso significa que o único amor que existe é o amor de Deus; amor é uma característica do seu ser divino. Em tudo o que ele é e em tudo o que ele pensa, deseja, determina e faz, ele é amor. Deus como Deus, o todo poderoso, o criador soberano, o sustentador de todas as coisas, e o redentor dos seus eleitos em Cristo – em tudo isso, Deus é amor (1 Jo. 4:7-8).

O apóstolo Paulo diz que o amor é o vinculo da perfeição. O amor é um vinculo, pois ele une ou torna dois em um. Eles são unidos com uma mente, uma vontade e um desejo. Amor é uma unidade na comunhão. Amor é o vinculo da perfeição moral, isto é, o que a Bíblia chama de santidade (Col. 3:14)



A escrita poética de São Paulo aos romanos nos relata que Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Deus nos amou tanto que ele deu seu único filho “primogênito” à cruz, às agonias do inferno, a morte e ao sepulcro por nós. 





Olhando para este amor maravilhoso de Deus e considerando nossa indignidade como pecadores depravados e imundos, só podemos exclamar: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele” (1 Jo. 3:1).

Deus amou o mundo e ainda nos ama! Ele nos amou na eternidade. Antes da fundação do mundo, Deus, em seu amor nos predestinou para sermos conformados à imagem do seu filho. Deus, que não tinha necessidade de nós determinou colocar seu amor sobre nós; amor este certamente manifesto em Cristo e na sua Cruz (Jo. 3:16).




Idolatria

Texto Base: Êxodo 20: 3-4



O termo idolatria refere-se à adoração ou veneração à ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário, porém, em um sentido mais amplo, pode indicar a veneração ou adoração à qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição (desejo exagerado de alcançar bens materiais), enfim, tudo aquilo que tome o lugar de Deus, ou que diminua a honra que lhe devemos (Sal. 95:1-6).

Um dos principais propósitos da fé cristã e do desenvolvimento espiritual é livrar-nos de todas as formas de idolatria, visto que, qualquer desejo ardente, que faça sombra ao amor à Deus envolve alguma idolatria (Col. 3:5).

A idolatria consiste na adoração à algum falso deus, ou a prestação de honras divinas ao mesmo.O “estado mental” dos idólatras é radicalmente incompatível com a fé monoteísta, uma vez que não temos a capacidade de servir á dois senhores (Mat. 6:24).

Na idolatria há outros elementos que usurpam a posição que cabe somente à Deus. Podemos fazer da auto glorificação um ídolo, bem como, das altas posições sociais. Tudo o que se torne exclusivamente importante em nossa vida pode tornar-se um ídolo para nós.

O relato bíblico do povo de Israel que adorou o Bezerro de ouro “Ápis”, o deus-touro do Egito, ao pé do Monte Sinai é uma prova de idolatria no judaísmo primitivo (Êx. 32:1-8).

Na primeira carta ao povo de Corinto, Paulo supunha que os ídolos representam forças demoníacas 
(1 Cor. 10:14,19-21).

O ídolo representa alguma divindade, ou então é aceito como se tivesse qualidades divinas por si mesmo. Não diferente disso, uma imagem também pode ser um amuleto que é concebido como dotado de alguma forma de poder, proteção, ajuda ou de permitir alguma realização.    
No novo Testamento, qualquer coisa muito desejada que suplante a comunhão com Deus ou a impeça é considerado idolatria.

A Bíblia descreve a idolatria como uma abominação, odiosa á Deus e totalmente destituída de proveito 
(Dt. 7:25; 16:22).


Deus Abençoe! 

Santificação




O termo santificação não subentende uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um caráter imaculado, demonstrado na pureza do crente diante de Deus, na obediência à sua lei, e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp. 2:14-15).


O apóstolo Paulo nos diz na carta “Aos romanos” que o cristão, pela graça que Deus lhes deu, morreu com Cristo e foi liberto do poder e domínio do pecado, por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, Jesus Cristo, pois, mediante o Espírito Santo, temos a capacidade para não pecar, embora nunca cheguemos a condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do pecado (1 Jo. 3:16). 

A santificação no período veterotestamentário, isto é, no A.T. foi a vontade manifesta de Deus para os israelitas; eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos povos à sua volta. De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em Cristo, uma vez que as escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Ex. 19:6).

Como os filhos de Deus são santificados? (1) Mediante a fé (At. 26:16-18); (2) pela união com Cristo na sua morte e ressurreição (1 Cor.1:30); (3) pelo sangue de Cristo (1 Jo. 1:7-9);    (4) pela Palavra (Jo. 17:17) e (5) pelo poder regenerador e santificador do Espírito Santo no eu coração (Jer. 31:31-34).

A santificação é uma obra de Deus, com a cooperação de seu povo (2 Cor. 7:1). Para cumprir a vontade de Deus quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do Espírito Santo ao cessar de praticar o mal, ao se purificar “de toda a imundícia da carne e do espírito” e ao se guardar da corrupção do mundo (Rm. 6:12-14, 19).

A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com Cristo, mantenha comunhão com os crentes, dedique-se a oração, obedeça a Palavra de Deus, mortifique o pecado e seja guiado pelo Espírito Santo (Rm. 8: 14).

Por fim, o crente pode receber de Deus uma clara revelação da sua santidade, separar-se ainda mais do pecado e do mundo e andar em consagração á Deus (Rm. 12:1-2).


Deus Abençoe...
Até a próxima postagem...! '')

Religião

Graça e Paz à todos os Leitores...
Deus Abençoe todos os que sempre nos visitam e estão atentos a novas postagens. Hoje vamos falar de algo muito interessante! 

Vocês sabiam que dia 21 de Janeiro é comemorado o dia da Religião?

Vamos juntos entender melhor sobre isso...




O termo religião não é outra coisa senão o indivíduo: este ser limitado em sua condição humana, tentando parecer bem “aos olhos” do ser infinitamente perfeito de suas convicções, isto é, respeitando as atitudes e as regras do credo, bem como da comunidade religiosa que fazem parte.
Se falarmos em cunho filosófico logo depreenderá que o homem por natureza é um ser religioso, visto que o homem tem capacidades dentro de si, que o forçam a assumir e a seguir certas idéias religiosas, levando-o deste modo a pôr em ação tais imposições ou ideologias. E tal conclusão é de tamanha veracidade, visto que não podemos nos olvidar do poder mandatório do Espírito de Deus (Jo. 14:26).
No primeiro capitulo de Romanos, Paulo argumentou - com base na religião, que devido ao próprio testemunho da natureza, o homem está obrigado, por sua própria consciência, a crer em certas realidades.
Contudo a parte sombria disso tudo é que alguns “religiosos radicais (ortodoxos)” querem entender que a “verdade” está reduzida somente às crenças ou denominações à que pertencem, de maneira que o adverso sempre será algo imaginário, inexistente ou algum tipo de heresia.
O fato é que todos somos adeptos á alguma religião, quer seja na pratica quer seja na teoria, todavia deveríamos não estar cativos á pontos indelicados e EGOÍSTAS, porquanto o papel da religião é respeitar as demais convicções.


Deus Abençoe!!!


         Volte Sempre...!!!


Estudo Bíblico (Da Criação à Salvação)


Resumo da Sistemática Bíblica (Da Criação à Salvação)         

EBD- Min. Bom Pastor

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­



Deus se revela na Bíblia como um ser supremo, infinito, eterno, auto-exististe e como a Causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que Deus não existisse. Noutras palavras, antes de criar o universo finito, Deus já existia (Sal. 90:2).
Deus se revela como um ser pessoal que criou Adão e Eva “à sua imagem” (Gn. 1:26).
No tocante à atividade da criação, Deus criou todas as coisas em “os céus e a terra” (Col. 1:16). 




Explicação: O verbo “criar” (hb. “bara”) é usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode realizar. Significa que num momento específico, Deus criou a matéria e a substância, que antes nunca existiram. Deus criou tudo pelo poder de sua Palavra, sem se utilizar de qualquer matéria preexistente. Tudo o que existe é resultado da Palavra proferida por Deus: “Haja”.

Nessa grande atividade, toda a Trindade, e não apenas o Pai, desempenhou sua parte na criação. O Filho é descrito como a “Palavra” poderosa (“Verbo”) (Jo. 1:1). Já o Espírito Santo é descrito como “pairando” (“se movendo”) sobre a criação (Gn. 1:2C).

Embora Deus tenha criado um conjunto bem organizado e um ser perfeito, o pecado entrou no mundo. Precisamos afirmar claramente que o pecado não se originou em Deus, pois Deus não pecou e não deve ser culpado pelo pecado. Foi o homem quem pecou, os anjos quem pecaram, e nos dois casos o fizeram por escolha intencional e voluntária (Dt. 32:4; Tg. 1:13).



Em várias passagens, as Escrituras Sagradas nos relata que herdamos o “pecado adâmico”, isto é, somos considerados culpados. Além da culpa legal que Deus nos imputa, também herdamos uma natureza pecaminosa como conseqüência desse pecado, às vezes denominado “pecado original” (Sl. 51:5).
Mas Deus, sendo amoroso e poderoso decide escolher um povo para si, deste modo, realiza a chamada de Abrão (posteriormente chamado Abraão [em Gn.17:5]) que dá início a um novo capítulo na revelação do A.T sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção de Deus era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e guardasse os seus caminhos. Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que se separavam das praticas ímpias de outras nações para fazerem a vontade de Deus (Gên. 12:1).
Essa chamada continha não somente promessas, como também compromissos. Deus requeria de Abraão tanto a obediência quanto a dedicação pessoal a Ele como Senhor para que recebesse aquilo que lhe fora prometido (Gên. 15:1-6; 17:1-2).



As gerações de Abraão (o “Pai da Fé”) foram se expandindo até chegar ao tempo de Moisés, por volta de 500 anos após a morte do primeiro patriarca. Após 430 anos de servidão dos hebreus ante o Faraó, Deus resolve tirar seu povo da escravidão egípcia através de seu líder, Moisés. Um dos aspectos mais importantes da experiência dos israelitas no Monte Sinai foi o de receberem a Lei de Deus. A “Lei Mosaica” (hb. Torah [ensino]), admite uma tríplice divisão: (1) a Lei Moral, que trata das regras determinadas por Deus para um santo viver (Êx. 20:1-17); (2) a Lei Civil, que trata da vida jurídica e social de Israel como nação (Êx. 21:1-23:3); (3) a Lei Cerimonial, que trata da forma e do ritual da adoração ao Senhor por Israel, inclusive o sistema sacrifical (Êx. 24:12-31:18).

A lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (Êx. 20:2). Antes, pela lei Deus ensinou seu povo como andar em retidão diante dele como seu redentor, visto que os israelitas deviam obedecer à lei mediante a graça de Deus a fim de perseverarem na fé e cultuarem também por fé, ao Senhor (Dt. 30:15-20).
Contudo, antes dos hebreus receberem a promessa feita á Abraão (que sua descendência habitaria em uma terra abundante), Deus formalizou um concerto. O concerto de Deus com os Israelitas, feito ao sopé do Monte Sinai abrange os dois princípios básicos. (1) Unicamente Deus estabelece as promessas e compromissos de seu concerto. (2) Aos seres humanos cabe aceitá-los com fé obediente. As promessas de Deus, neste concerto, eram basicamente as mesmas que foram feitas á Abraão (Êx. 19:1). Antes de Deus cumprir todas as promessas, Ele requereu que os israelitas se comprometessem á observar suas leis declaradas quando eles estavam acampados no Monte Sinai (Êx. 24:3).



Muitos séculos se passaram e o povo de Deus nunca se manteve estável em seus estatutos e preceitos. Os pedidos e orações do povo Israelita eram aceitos por Deus, apesar deles nunca permanecerem fiéis às suas palavras. Deus enviou Juízes ao povo, mas o povo não obedeceu ao magistrado; Deus enviou Profetas, mas seus decretos não foram ouvidos; Deus enviou reis, mas a monarquia não se manteve monoteísta. Contudo, havia várias profecias sobre um futuro Messias que seria cheio do poder do Espírito Santo, que por fim, libertaria o povo escolhido por Deus de toda escravidão espiritual.
Jesus nasceu em Belém, na Judéia e ao seu tempo iniciou seu ministério (por volta do ano 33 da era cristã). Quando Jesus leu Isaías 61:1-2 na Sinagoga de Nazaré, acrescentou: “Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos” (Isaías 61:1-2 e Lc. 4:18-21).


Os evangelhos declaram que Jesus foi concebido mediante o Espírito Santo e nasceu de uma virgem, Maria (Mt. 1:18-23). Devido á sua concepção milagrosa, Jesus era livre de toda mácula do pecado. Por isto, ele era digno de carregar sobre si a culpa dos nossos pecados e expiá-los. Sem um salvador perfeito e sem pecado, não poderíamos jamais obter a redenção.
 Ao início de seu ministério, Jesus escolheu 12 aprendizes, os quais expandiriam seu evangelho. Jesus lhes ensinava que eles teriam autoridade para expulsar demônios, fazer milagres e maravilhas, mas necessitaria nascer do Espírito, isto é, serem regenerados. Assim Jesus soprou espiritualmente sobre os discípulos, e eles se tornaram novas criaturas (2 Cor. 5:17).

A concessão do Espírito Santo era, realmente, a primeira vez que a presença regeneradora do Espírito Santo e a nova vida do Cristo ressurreto permeavam os discípulos. O passo seguinte seria o batismo no Espírito, o qual é para todos que professam sua fé em Cristo; que nasceram de novo, e, assim, receberam o Espírito Santo para neles habitar.
Ser batizado no Espírito significa experimentar a plenitude do Espírito. Este batismo teve lugar somente a partir do dia de Pentecostes. Esse evento só ocorreu depois da ascensão de Cristo (Jo. 16:7-14).

Uma vez que somos limitados, e tudo o que é limitado necessita de manutenção, Cristo nos deixou um sustento para nos mantermos conservados em fé. Essa manutenção, chamada santificação, é uma obra de Deus, com a cooperação de seu povo (2 Cor. 7:1). Para cumprir a vontade de Deus quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do Espírito Santo ao cessar de praticar o mal, ao se purificar “de toda a imundícia da carne e do espírito” e ao se guardar da corrupção do mundo (Rm. 6:12-14, 19).
Por fim o desfecho dessa sistemática é a salvação e todo cristão deseja receber a salvação, ou seja, quando Cristo voltar ou a morte chegar, esse cristão irá estar com o Senhor, no céu (Fp. 1:23; 2 Cor. 5:8).


“Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento”. (Pv. 3:13)